É, meu marido ficou sem ar, sem
chão, sem sei-lá-o-quê... Vi ele transparente, vindo em minha direção,
dando passos pesados com o Pedro no colo, com a cara fechada, quando
perguntei:
- Onde vocês foram?
- Li, cadê a monitora, ou a gente entra com ele??? perguntou ele, assutado;
- Fui buscar SEU filho - a essa altura, eu tinha feito a cria sozinha, hahahaha!
Que Deus dê forças àquelas mães que tiveram a Terra parada, a vida estagnada pela falta de um filho.
Pera lá, vou começar do início, rsrsrsrs...
Fomos
ao shopping hoje à tarde, pra distrair o Pedro um pouquinho (tínhamos
saído do pediatra dele, e o coitado anda meio assustado de tanto ir e
vir de médicos) e até nós mesmos (minha contratura muscular tá uma
cooooooooooooooooisa de chata, chuinf!).
Pro
Pedro, "shopping" significa "brinquedos", então levamos o danado lá na
área pra crianças... Foi muito engraçado ver a cara do Eduardo, quando
viu ele subindo como um "foguete" naqueles brinquedos onde as crianças
escalam de um lado, escorregam do outro e caem numa piscina de bolinhas
(como esse aqui)...
- Li, cadê a monitora, ou a gente entra com ele??? perguntou ele, assutado;
- Du, só tem aquela moça lá na porta, e você acha mesmo que teríamos de
entrar com ele? Olha onde ele já está... - e apontei pro Pedro láááááááááá em cima, dando a volta no brinquedo pra escorregar e cair na piscina de bolinhas;
- Amor, você dormiu quando o Pedro tinha 1 ano e acordou só hoje, né??? - falei sorrindo, consolando meu maridinho, que estava boquiaberto com a rapidez, agilidade e esperteza do nosso filhote.
O
papai estava todo bobo... Cheio de orgulho do filhão, que cresce a cada
dia mais ávido por informação e conhecimento. Até que a Terra parou -
ou quase.
Na hora de ir
embora, paramos em frente a cabine onde pagamos o estacionamento, e o
Eduardo soltou da mão do Pedro por segundos - eu disse segundos mesmo! -
para me dar a carteira, pois estava sem trocados; eu paguei o cartão e
me virei para ir na direção deles... Qual não foi minha surpresa em não
encontrá-los ao meu lado! Pensei "Ué, mas não levei nem 3 minutos pra
pagar, onde eles foram???", e fiquei procurando ali por perto... E nada
deles. Foi quando estava começando a ficar irritada por estar lá
sozinha, e peguei o celular: chamou uma, duas, três, quatro, CINCO vezes
e ele não atendeu!!! Ah não, já estava ficando furiosa mesmo (e depois
ele ia reclamar que eu estava emburrada, mas tinha me deixado sozinha
pq??? rs)
Quando menos esperava, veio a cena descrita aí no começo da postagem.
- Fui buscar SEU filho - a essa altura, eu tinha feito a cria sozinha, hahahaha!
E
daí ele me explicou, minutos mais tarde e mais calmo também, o que
tinha acontecido: quando ele soltou da mão do Pedro, aqueles segundos
viraram eternidade para ele e para o Pedro, pois o danado (eu falo
gente, ele não é fácil! rs) saiu correndo em direção à praça de
alimentação e dobrou a esquina. O pai, quando se virou pra pegar na mão
novamente, não achou ele, e pensou que ele tinha fugido em direção à
porta, que estava muito próxima de nós. E graças à Deus, um anjinho
sussurou no ouvido dele pra ele ir em direção contrária, ou seja, à
praça de alimentação... E lá estava nossa cria com cara de paisagem, sem
saber onde estava, mas adorando tudo ao seu redor.
Graças
ao nosso Papai do céu essa história acabou sem tragédia, em plena
véspera de Páscoa, mas nem sempre é assim. Ele poderia ter corrido em
direção à porta e alguém poderia tê-lo levado embora, ou ter atravessado
correndo o estacionamento e ter sido pego por um carro, ou qualquer
outra atrocidade que a gente vê nos noticiários da TV. Até mesmo na
parte da praça de alimentação ele poderia ter sido levado por alguém mal
intencionado, já que ele é uma criança muito dada... E é por isso que
eu tô procurando a tão criticada (ao meu ver injustiçada!) mochilinha de segurança,
pois antes eu ficar escutando bobagens de todos os gêneros mas com meu
filho a salvo que chorando o leite derramado, procurando por ele nesses cartazes e sites de crianças perdidas, sem saber se voltarei a vê-lo...
Realmente
a Terra parou hoje. E se essa história toda não tivesse sido só um
"momento tenso", acho que a Terra nunca mais ia girar...
Que Deus dê forças àquelas mães que tiveram a Terra parada, a vida estagnada pela falta de um filho.
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